terça-feira, 9 de março de 2010

Texto de leitura complementar

Para a turma de 7º ano estou postando um texto de leitura complementar ao capítulo 2, no qual falamos sobe características gerais dos seres vivos. Vale a pena conferir!

Biogênese versus Abiogênese e o surgimento da vida
 
Até os meados do século XIX acreditava-se que os seres vivos podiam surgir espontaneamente da matéria não-viva, crença que ficou conhecida como hipótese da geração espontânea ou abiogênese. Hoje sabe-se que um ser vivo surge somente através da reprodução (sexuada ou não).
A teoria da geração espontânea surgiu de um erro de interpretação de fatos que até hoje se observam. É um fato, por exemplo, que podem sair moscas da carne em decomposição. A interpretação precipitada levou os cientistas, de um passado não muito distante, a acreditar que a carne podre se transformava em moscas !
Isso tudo, apesar de parecer ridículo hoje em dia, era dito a sério por gente importante no mundo da Ciência, na época. O que acontece é que eles não dispunham dos recursos que dispomos hoje para verificar o que de fato ocorre.
Hoje sabemos que moscas podem fazer a postura de seus ovos na carne em decomposição, de onde nascerão novas moscas, após certo tempo.
Diversos cientistas trabalharam no sentido de mostrar que a hipótese da geração espontânea era falsa. Dentre eles destacaram-se Redi, Spallanzani e Pasteur.
A hipótese da geração espontânea era inconsciente e foi derrubada por Pasteur com experimentos simples e bem controlados.
A queda definitiva da hipótese da geração espontânea levantou uma nova questão: se os seres vivos não surgirem, em nenhum caso, da matéria bruta, como teriam surgido na Terra pela primeira vez?
Em 1869 o Biólogo inglês Thomas Huxley foi o primeiro a defender a idéia de que os primeiros seres vivos surgiram como resultado de um lento processo de evolução química em nosso Planeta. Essa idéia foi retomada e aprofundada por volta de 1920 pelo Biólogo inglês J. B. S. Haldane e pelo Químico russo A. I. Oparin. Estes cientistas propuseram que a vida teria surgido a partir de substâncias formadas nas condições existentes na Terra primitiva.
Naturalmente, o impressionante ambiente da Terra primitiva deveria sofrer lentas e profundas alterações para que pudesse comportar a vida tal como a concebemos. E, por certo, o primeiro ser vivo a surgir teria que fazê-lo espontaneamente, sem qualquer progenitor. Ora, você deve estar pensando, então, que a teoria da geração espontânea estava correta! Mas essa “geração espontânea” defendida por Oparin não é a mesma em que os cientistas acreditavam até o século XIX. Na interpretação moderna de Oparin, a geração espontânea é impossível nas condições atuais no nosso mundo. Mas nas condições primitivas que o ambiente da Terra ofereceu há cerca de um bilhão de anos, talvez não tivesse sido impossível a ocorrência desse fato.

- O surgimento da vida
Provavelmente, há cerca de 4,5 bilhões de anos surgiu a Terra.
Inicialmente era um imenso globo pastoso que, juntamente com outros milhões de corpos celestes, vagava pelo espaço do infinito Universo. Com o resfriamento da sua superfície, surgiu a primeira camada da crosta terrestre. Depois, pelas rachaduras dessa crosta, começaram a aparecer incontáveis vulcões. A lava desses vulcões recobria a crosta que ia se tornando cada vez mais grossa. O vapor de água eliminado durante as erupções vulcânicas foi se acumulando na atmosfera primitiva durante milhões de anos. Por fim, a atmosfera ficou saturada de vapor d’água e começou a chover. A persistência das chuvas em terríveis temporais acabou esfriando a crosta terrestre e levando ao aparecimento dos rios e mares.
Enquanto isso, os gases que compunham a atmosfera combinaram tanto que acabaram-se por originar substâncias orgânicas (substâncias que, hoje, compõem os seres vivos). Depois, essas substâncias foram levadas pelas águas das chuvas para o solo quente e arrastadas para os mares. Nas águas mornas daqueles primeiros oceanos, as moléculas de substâncias orgânicas combinaram-se entre si e deram origem a outras substâncias chamadas proteínas. Muitas proteínas foram se juntando e se transformando, dando origem aos coacervados.
Os coacervados não eram seres vivos, mas sim uma primitiva organização das substâncias orgânicas. Os coacervados, depois de muitas transformações, adquiriram a capacidade de duplicação. Foi neste momento que surgiu o primeiro ser vivo, que apesar de muito simples era capaz de se reproduzir dando origem a outros seres vivos. Eram seres muito simples, formados por apenas uma célula. Esses seres eram heterotróficos, isto é, se alimentavam de substâncias existentes nos oceanos onde se multiplicavam. Com o passar do tempo o número desses seres aumentou muito. Conseqüentemente o alimento tornou-se escasso. Então, alguns desses seres sofreram modificações de deram origem a seres unicelulares que podiam sintetizar seu próprio alimento (os autótrofos).
Foi a partir desse dois tipos de seres primitivos que toda a vida se desenvolveu na Terra. Eles foram se diferenciando cada vez mais, e cada um passou a depender do outro para sobreviver. Assim foram se originando todos os seres vivos que hoje conhecemos.

Obs .: Naturalmente, os fatos não ocorreram com a simplicidade descrita, mas na descrição foram consideradas as fases mais importantes até a formação de um esboço da vida

Nenhum comentário:

Postar um comentário